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...O que era longe ficou perto...O que era intransponível foi superado...E o mundo ficou bem menor.
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Relato III Carnatoyota

Já comi uma pizza, tomei um banhão, agora dá pra escrever meu pequeno relato. Antes de começar, gostaria de salientar que os nomes das pessoas envolvidas são fictícios e que os eventos podem ou não ser verdadeiros.

 
Saí de Campinas pelas 15h00 da 6ª e lá pelas 16h00 peguei o casal Bizarro (Renato e Fernanda) em Bragança Pta. Paramos em Lavras pra abastecer e jantar e eu aproveitei pra acender o primeiro cigarro, já que não estava fumando no carro em respeito ao casal. Quando olho, os dois também estavam fumando... Perdi tempo, mas devo ter ganho uns 5 minutos de expectativa de vida. Pegamos uma buraqueira em Lavras que quase me fez desistir do caminho alternativo e seguir direto pra BH. Mas continuei e valeu a pena, pois o trecho ruim era pequeno (uns 20 km). Demos aquela perdidinha básica em S. J. Del Rey (o santo dos carros de luxo da década de 80) mas conseguimos chegar até a placa da Chapada, que não apontava para lado nenhum. Eu estava a uns 300 m do pessoal, chamava pelo rádio, mas ninguém respondia (já estavam na cachaça). Finalmente, lá pela uma ou duas da manhã, chegamos ao local do evento, onde fomos recebidos pelo anfitrião Mata..., ...ah..., ...ah.
 
Apresentei o casal Bizarro para os presentes e o Patrão já chiou, pois o Renato, novato de encontros, estava já trajando a camiseta oficial (foi o primeiro a fazê-lo). Ficamos tomando umas no QG e depois descemos eu, Patrão e Rebs (foto1) para a casa do Patrão, pois a Patroa já deveria estar muito brava. Vimos o dia nascer na frente da casa do Patrão (fotos 02, 04 e 11). Patrão e Rebs foram dormir e eu fui montar minha barraca no QG, num local excelente (que pegava sol direto de manhã). Nisso, lá pelas 8h00, chega o pessoal da Eróspe (o nome certo é EORSP, mas achamos difícil pronunciar bêbados). O pessoal se recolhe e vai dormir, eu entro na minha barraca, que já contava com o indefectível aviso "Há vagas para moças", e durmo. Uma hora depois, acordo derretendo de calor e vou pro sofá da sala, onde cabia quase 1/3 de mim. Mas ali consegui cochilar um pouquinho.

Acordei, mudei a barraca de lugar e fomos tomar cerveja pra esperar o pessoal. Já à tarde, temos, na foto 12, (da esq.), Bizarro, Mortega, Da Montanha, Dr. Francisco e Celso). O barulho e a animação atrapalharam um pouco o Ney, mas na cadeira rosinha do CV ele encontrou seu refúgio (foto 13). Tem um filminho do Ney que depois coloco no Youtube e passo o link pra vocês. Vem então a notícia de que os genros do Augusto e do Zé do Abraço estão chegando na festa, então o Arnaldo e o Robson preparam a recepção (fotos 15 e 17).

Nisso já chegou o Rogério de Indaiatuba e já montou a barraca. Ele não está muito seguro da correta montagem do habitáculo e chama o Zé do Abraço para um test-drive. O Zé aceita com alegria e a excitação é tanta que eles não conseguem sequer esperar entrar na barraca pra começar (fotos 18 e 19).
 
Já está de noite e o churrasqueiro oficial, Furlan da Vila Alpina, trajando seu uniforme frente-única supersexy (foto 22), está trabalhando a todo vapor. Zé do Abraço não se satisfez com o Regério e vai conferir o material do Furlan, usando seus óculos de vovô (foto 23). Aí começa a rolar um "I will survive", tema de Priscila, a Rainha do Deserto, o Patrão se empolga e cai na dança (foto 24, que coincidência a numeração da foto, não?). Nesse momento está chegando o Duda, com sua bagagem volta ao mundo e sua barraca double-decker. Um flagra de sua chegada e de seu mau hábito de explorar o trabalho infantil pode ser visto na foto 27, onde o Duda pega uma mochila pequena e dá outra de 50 kg pro Brunão carregar.
 
Todos querem tirar uma casquinha do Furlan frente-única e nosso anfitrião não é exceção (foto 28). Matinha faz um discurso de agradecimento (foto 32) e o Zé do Abraço mata a saudade do Duda mostrando-lhe a meia (foto 33).
 
Patrão é só sorrisos para o discurso do Mata (foto 38) e CV aplaude as palavras, em momento em que ele ainda conseguia acertar uma mão na outra (percebe-se pela foto 39 que isso não duraria muito). Matinha recebe um casal de amigos, Sony-Ericsson e Renée (foto 45), que mais tarde dariam alegrias aos toyoteiros ao caírem num buraco com seu jipinho de prástico, necessitando do resgate do Rogério no meio da madrugada. Nesta hora, ninguém mais era de ninguém, e o povo aproveitou pra se aproveitar do Patrão, que aparece na foto 49 sendo apalpado por uma dezena de pessoas.
 
Rogério e Zé do Abraço cortam o bolo de aniversário de um ano da introdução de ambos aos Toyoteiros (foto 52). No bolo havia uma vela com a numeração 200 que significava a soma das idades do Patrão, do Furlan, do Mata e do Rogério. Para quem não entendeu porque o Furlan é o Churrasqueiro da Vila Alpina, veja na foto 53 a delicadeza do fogo que ele usa... Enquanto o churrasco pegava fogo (literalmente), o irmão do Dr. Francisco ensinava pro pessoal uns truques sexuais, como a cópula do tamanduá - uáááááá (fotos 56 e 57). Como diria o saudoso Jack Palance, "acredite se quiser"...
À noite, mais churrasquinho regado a muito chope MataBev (Organizações Paulo Mata - Divisão Beverages).
 
No dia seguinte saímos cedinho (na medida do possível) para um passeio a Ouro Preto. Todo mundo animado, brincadeiras no rádio, uns 15 minutos de estrada já, até que alguém pergunta: "Patrão, o Mateus tá com você?". "Pára, primo! - responde o Patrão - Ele não está com você?"... E assim, em cadeia nacional, descobrimos que o Patrão esqueceu o filho dele pra trás... Depois fizemos uma auditoria e descobrimos que, na verdade, o Patrão tinha delegado a alguém levar o Mateus, de modo que concluímos que a falha foi do staff, e não do Patrão. No começo do passeio, paramos para tirar as fotos da turma, já com o Mateus incorporado (fotos 59 e 64). Infelizmente, o pessoal da Eróspe atrasou e não saiu nesta foto.
 
Paramos num boteco bem legal em Ouro Preto e os maridos liberaram as patroas para as compras. Como as esposas demoravam a retornar, o Patrão ficou carente e o Arnaldo foi escolhido para dar-lhe um pouco de amor (fotos 67 e 68). O Patrão tem tanta moral que o Robson nem gritou "não mexe no que é meu!" neste momento. Assim que as mulheres chegaram o genro do Zé do Abraço soltou a porta no dedo da Karina, e então o Patrão, já bem mais calmo, foi explicar para o "encosto" como se trata uma mulher, com muito jeito (fotos 70 e 71). Galera, meu Patrão é bruto, mas também sabe ser gentil com os genros dos amigos. O pessoal da Eróspe, que também é da paz, ficou ali do lado apoiando o Patrão
O dia seguinte começou com uma trilha de manhã, nas estradinhas mais bonitas que já vi (fotos de 72 73 74 75 e 76). Neste dia, eu fiquei responsável de levar o Mateus, pra não ter o problema do dia anterior que a gente do staff causou. Depois de muito passeio traçado, chegamos numa vilazinha chamada Salto, onde fizemos nosso Carnaval (fotos 79 e 81).
O bloco da cidade passou e o Zé do Abraço foi atrás, cheio de ginga (fotos 83 e 84). O Patrão aproveitou a distração da banda passando pra engatar um trenzinho no Mata (foto 85).
 
Continuamos a trilha em direção à Bacia do Custódio (ou algo assim). Paramos numa bifurcação após um subidão encardido para esperar o comboio fechar e, quando eu conversava com Cila Mata, um babaca com um Gurgel começou a patinar o carro e me encheu de lama. Enquanto eu me limpava, roguei uma praguinha básica e fui pro carro, pois o pessoal já ia sair. Estou dirigindo e ouvindo o rádio e a galera fala:
 
- O Gurgel tá fazendo zerinho aqui!
- O Gurgel tá parando...
- Estourou o pneu do Gurgel!
- O Playmobil se fu...
 
Um monte de gente falou pra deixar o Playmobil pra trás, mas o Robson "cabeça de homem, mas um coração de menino" parou pra ajudar junto com o pessoal da Eróspe (foto 89). Pra chegar no Custódio, tem que subir uma pedra inclinada meio complicada, e a mulherada fez bonito. Edna (Ney) de Pajerão, Rosângela (Patrão) de Hilux e Lúcia (CV) de Band subiram com um pé nas costas. Elas estavam substituindo seus respectivos que já não estavam dando conta do recado naquele momento (bãos os caras já são ruins, ruins eles são péssimos...). No Custódio, encontrei a famosa Pedra Sabão mineira (foto 90). Diz a lenda que essa pedra sabão estava lá havia séculos, mas o Furlan não se preocupou e abaixou pra pegar...
 
Fomos então pra Lavras Novas. No momento, eu levava os herdeiros do Patrão e do Furlan (olha a responsa!). Descobri que a música predileta deles é "Ai, Wilson, vai". Pra quem não conhece, tem o videoclipe no link
 
A música começa com os lindos versos:
"Eu não nasci gay
A culpa é do meu pai"
 
O pessoal foi pra Chapada, eu, Augusto e família, Duda e Rô ficamos em Lavras pra jantar. Fomos no restaurante da D. Maria, mais uma parente do Rebs que encontramos pela região. À noite, mais churras e chope.
 
No dia seguinte cedo, a programação é ir a Mariana, as mulheres nas compras, os homens na praça tomando cerveja, depois as mulheres pegaram a Maria Fumaça pra Ouro Preto e nós seguimos de carro. Fizemos aquela bagunça de comboio em Ouro Preto, pegamos as mulheres e retornamos à Chapada, para... chope e churrasco. Alguns foram novamente para Lavras Novas, onde o Fernando Part Number arrumou um fã, que lhe elogiou chamando-o de "armário", motivo pelo qual sugiro a mudança do nome "Fernando Part Number" para "Bartira Padrão Cerejeira" (lembram daqueles armários fuleiros que vendiam nas lojas Tamakavi - aquela com "crediário fácil fácil"?).
 
Hoje de manhã acordamos todos cedo, levantamos acampamento e partimos de volta pra casa. Saímos ao mesmo tempo eu, Duda e Roberta via Lavras e o pessoal da Eróspe via BH. Eu e Duda viemos a 100-110 km/h, tranquilos, paramos em Lagoa Dourada pra Rô comprar um Rocambole e eu tirei uma foto (92) da guerra de marketing na cidade. Na foto vêem-se as lojas Rocambole & Cia, O Famoso Rocambole e O Legítimo Rocambole. Do outro lado tinha O Tradicional Rocambole e O Verdadeiro Rocambole... Eu, Duda e Rô almoçamos em Lavras e nos separamos no trevo de Varginha, desfazendo-se assim o Comboio Paz&Amor a 100 km/h. Segui neste ritmo mais uma hora até ser ultrapassado pela Smurfética do Arnaldo, a Band do MudDog e a Hilux do Bartira Padrão Cerejeira. Os caras vinham a uns 120 km/h, eu entrei no comboio e fui tocando firme atrás dos caras. Às vezes precisei até botar 4ª na minha Band! Descobri o segredo do bronzeado do Robson: ele anda colado na Band do Arnaldo que tem escape alto e bomba aberta. O bronzeador é à base de diesel. Segui o comboio Road Rage até quase perder a saída pra D. Pedro, onde me separei deles, e depois de mais uma meia hora estava em casa cansado, feliz e contente.
 
Foi muito bacana, valeu galera, valeu Paulo e Cila Mata, esteve tudo perfeito! Mais um evento de sucesso das:
 
Organizações Paulo Mata, tan tan tan tan...

Esse relato foi escrito pelo Rodrigo Moraes

   
 
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